Você sabia que o preço de uma Opção pode ser afetado por 5 variáveis?

Pois é, e podemos ver o impacto dessas variáveis com as "Gregas".
E se você entender elas, você pode potencializar seus lucros!

No mercado, usamos um dos modelos de precificação mais famosos que existem, o Black and Scholes.

No artigo de hoje você vai descobrir cada uma das Gregas e como elas influenciam no preço da Opção.

O que são as Gregas?

Primeiramente, você precisa saber para que servem as Gregas.

No mercado de Opções, você vai usar as Gregas para medir a sensibilidade de uma Opção com relação ao preço do ativo, volatilidade e tempo.

Para o investidor, é imprescindível conhecer as Gregas para tomar decisões. Por exemplo, suponha que você quer fazer uma estratégia de Opções mas não entende o conceito de volatilidade. Você pode se prejudicar fortemente se tomar decisões sem uma análise bem feita.

Mas afinal, quais são as Gregas? As Gregas mais importantes são Delta, Gama, Theta, Vega e Rho. Vamos entender uma a uma.

Quais são as Gregas?

Delta

Primeiramente, você precisa entender que o Delta é uma medida de sensibilidade do preço de uma Opção com relação ao preço do ativo. O Delta representa a porcentagem do valor que a Opção valoriza ou desvaloriza para cada unidade mínima de variação no preço do ativo. Ou seja, cada vez que o preço do ativo subir ou cair 1% o preço da Opção vai subir ou cair no valor do Delta.

Se você comprou um contrato de Opções de compra (uma Call) de Petrobrás, e o Delta da Opção é de 0,15 então cada vez que a ação da Petrobrás subir ou cair 1% o valor da sua Opção vai subir ou cair em 0,15.

O Delta é demonstrado como um valor entre -1 e 1. As Calls tem delta positivo, ou seja, Delta entre 0 e 1. Já as Puts tem delta negativo, entre -1 e 0.

Portanto, entenda que quanto mais perto de 1 ou -1 estiver o Delta da Opção, mais ITM (dentro do dinheiro) a Opção está.

Opções Gregas Delta

Agora que você já entendeu o Delta, vamos partir para a próxima Grega: o Gama.

Gama

Em primeiro lugar, vale explicar que o Gama tem relação com o Delta. O Gama mede a mudança do Delta com relação à mudança no preço do ativo. Ou seja, o Gama é a taxa pela qual o Delta vai mudar, cada vez que houver mudança 1% no preço do ativo.

Confundiu? Rs, calma, vamos explicar.

Se o preço do ativo oscila 1% o Delta da Opção vai mudar pelo valor do Gama. Ou seja, usando nosso exemplo anterior: se uma Opção tem um delta de 0,15 e preço do ativo sobe 1% o valor do Delta irá mudar.

Portanto, após essa mudança de 1% no preço do ativo, se o Delta agora é de 0,20 então isso quer dizer que o Gama é 0,05.

Ou seja, o Gama é a aceleração do Delta.

Gregas Gama Opções

Theta

O Theta, de maneira simples, é o preço do tempo. Ele é a medida de sensibilidade de uma Opção com relação ao tempo para o vencimento. A cada dia que passa, a sua Opção mudará de valor, e esse valor é o Theta.

Por exemplo, se você compra uma Call com strike de R$ 250 pelo preço de R$ 10,00. Imagine que a Opção vence em 5 dias e o Theta é R$ 1,00.

Isso quer dizer que a cada dia que passa, a Opção perde R$ 1,00 em valor. Se se passaram 3 dias e o preço da Ação continuou em R$ 250, agora a Call vale R$ 7,00 (10 – 3 =7).

E aqui vem o pulo do gato: se você estiver certo sobre a direção do ativo, há grandes chances da mudança na direção do ativo compensar pela perda diária do Theta.

Se você é o comprador da call ou da put, o Theta age contra você e corrói o preço da sua Opção dia após dia.

Porém, se você for o vendedor do contrato, o Theta age ao seu favor. O Theta é o valor de decadência do tempo, e quanto mais próximo o dia do vencimento, mais o Theta aumenta.

Em outras palavras, vender uma Opção é uma estratégia conhecida por ter Theta positivo.

Como o Theta afeta Opções

Vega

Primeiramente, o Vega é uma medida que está relacionada à volatilidade. Mais especificamente a volatilidade do ativo.

Ou seja, o Vega de uma Opção mostra o valor pelo qual uma Opção muda caso exista uma mudança de 1% na volatilidade implícita do ativo.

Ademais, é importante ressaltar que Opções compradas possuem Vega positivo enquanto Opções vendidas possuem Vega negativo.

Além disso, um ponto importante para você lembrar é que se o Vega de uma Opção é maior do que o spread bid-ask, é considerado que a Opção tem spread competitivo.

O contrário também é verdadeiro. Quer mais um exemplo?

Primeiramente, vamos imaginar que a ação X está cotada a R$ 50,00 em Março e uma call de Abril a R$ 52,50 tem um bid de R$ 1,50 e ask de R$ 1,55.

Agora imagine que o Vega dessa Opção é de 0,25 e que a volatilidade implícita é de 30%. Nesse caso, as Calls estão oferecendo spread competitivo: o spread é menor que o Vega.

Porém, o que acontece se a volatilidade implícita da ação subir para 31%? Bem, o bid da Opção vai para R$ 1,75 e o ask para R$ 1,80. Como chegamos nesses valores? Bem, lembre-se de que o bid e ask iniciais da sua Opção eram R$ 1,50 e R$ 1,55 respectivamente.

Se o Vega da Opção é 0,25 então esse valor somado aos strikes pelo aumento de 1% na volatilidade implícita nos traz esses resultados:

1,50 + 0,25 = 1,75
1,55 + 0,25 = 1,80

As Gregas Vega Opções

Rho

Você já deve ter percebido que o Rho é talvez a menos lembrada das Gregas, porém também possui sua importância.

O Rho mede a sensibilidade do preço de uma Opção com relação a taxa de juros. Ou seja, se a taxa de juros se move 1% para cima ou para baixo, o preço da Opção vai variar no valor do Rho.

Você pode estar se perguntando o porquê do Rho ser considerada a menos importante das Gregas.

Bem, entenda que o motivo é simples: os preços das Opções são menos sensíveis às variações na taxa de juros do que a outros parâmetros.

O Rho Gregas Opções

Conclusão

Hoje você aprendeu sobre as Gregas, e entendeu como essas variáveis formam e afetam o preço da sua Opção.

No OpLab quando você monta uma estratégia você vê todas as Gregas na tela de Payoff e consegue ver como elas se comportarão no dia do vencimento e como estão se comportando no momento que você cria a estratégia.

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